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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Marcia VIVE!

14/01/2010

1 ano sem Márcia Prado
1 ano da tragédia provocada pela grosseria humana
1 ano que os cicloativistas (de SP, especialmente) sentem um nó na garganta

enfim..

1 ano se passou

Márcia que conquistou vários amigos foi impedida de conviver com mais outros tantos, a bicicletada aumentou, o discurso está afinando, a criação da rota cicloturistica, da associação, do instituto, a bicicleta se incorporando cada vez mais.... e ela não está aqui... ou está... em nossos corações!

Em várias partes do Brasil pessoas lembraram dela, se reuniram para manifestar o repúdio ao que chamam de (i)mobilidade urbana, um sistema que negocia com vidas, nossas vidas. (Algumas fotos de SP aqui, de Floranópolis aqui)

Aqui em Aracaju, nós da bicicletada nos juntamos a alguns outros grupos ciclisticos e saimos protestando em silêncio, gritando calados, apenas pedalando. Estávamos em cerca de 40 bicicletas, a maioria de branco como simbolo da paz mundial. E isso é tudo que queremos: PAZ, mais amor, menos mortes, mais gentileza, menos tragédias, mais humanos, menos motores!



Em direção à praia passamos por bares, festas, baladas, universidades. Pensei no tanto de gente que já não está entre nós, o tanto de familias que foram desestruturadas, o tanto de jovens e crianças que tiveram suas vidas roubadas pelos crimes de trânsito. Igualmente o tanto de assassinos não pagou por isso e continua ameaçando outras pessoas por aí...


No caminho um ônibus da Coopertalse POR MUITO POUCO nao passou por cima de nós... vimos e sentimos de perto a impaciência, a brutalidade, a falta de respeito. PORCOS! É ISSO QUE VOCE SÃO.

Pra sua sorte, ou azar, eu estava filmando naquele momento.. e vou fazer pessoalmente uma denuncia contra VOCE.

Mas voltando...

Fomos até a passarela do caranguejo, cruzamos com zilhoes de ciclistas pelo caminho.. foi lindo! uma energia sem explicação.. cheguei a derramar lágrimas, inevitável.

Ao chegar na orla, dois amigos da bicicletada desenharam na areia uma linda bicicleta com velas ao seu redor, mas as velas nao acendiam por conta do vento forte.. tudo bem.. fizemos uma roda, demos as mãos e conversamos.. sobre tudo.. sobre aquilo.. sobre nós! No final 1 minuto de silêncio para Márcia.


Desse momento exato acho que ninguem tirou foto, nenhum registro fisico.. apenas na nossa memória! ninguem falava, ninguem fotografava

Foi muito bonito ver atletas, speedeiros, trabalhadores, estudantes, tudo junto... refletindo sobre a violência no trânsito!!!

Voltamos um pouco mais animados, conversando, sorrindo.. paramos num quiosque de agua de coco e depois cada um foi pra sua casa...... na certeza de que nao seremos mais os mesmos. Seremos melhores, sem dúvida!



Em breve publico meu video!

Mais fotos desse dia aqui


E enquanto estivermos pedalando, Márcia continuará viva. Pq no final das contas:
Tod@s somos Márcias

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ciclo Cine Aracaju traz "Still we ride"




O Ciclo cine é uma iniciativa da Bicicletada Aracaju com proposta de mostrar filmes relacionados a mobilidade urbana, nesta edição, que acontecerá no sábado, dia 25 de julho as 19h na 2ª sede da Associação Ciclo Urbano (endereço lá no final) teremos:

Still We Ride – Elizabeth Press, Andrew Lynn, Christopher Ryan (EUA, 2005, 37′ – legendas em português)

“Na sexta-feira, 27 de Agosto de 2004, poucos dias antes da convenção republicana, uma operação massiva da polícia resultou em 264 pessoas presas, uma das maiores prisões em massa da história de Nova Iorque. Para muitos novaiorquinos, Agosto de 2004 foi a primeira vez que eles ouviram falar do ritual mensal da comunidade ciclística da cidade; uma pedalada livre chamada Critical Mass (Massa Crítica).

Still We Ride captura a atmosfera de descontração daquela noite de agosto, antes das prisões, e o caos que se sucedeu. Conta novamente a história das origens do Critical Mass em São Francisco e relata a batalha nos tribunais que se arrastou por mais de um ano depois das prisões, e que se transformou em uma batalha mensal entre autoridades locais e os ciclistas. Liberdades civis, vigilância, poder da mídia corporativa e os benefícios dos meios alternativos de transporte são alguns dos temas dessa história.”




É grátis, aberto para todos os públicos!
Local: Rua Poeta José sales de campos, 1886, Coroa do Meio.
bebidas e comidas por sua conta!

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